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Hoje encontrei-me com o secretário de assistência social de Marília, Clóvis de Mello e o secretário de habitação, arquiteto Isaias Marroni.
Perguntei ao Sr. Clóvis sobre o trabalho realizado pela Casa do Pequeno Cidadão, órgão municipal que cuida de crianças das periferias, por meio do estudo, lazer e atividades diversas e a relação da instituição com as favelas da cidade. O secretário disse q 30% do atendimento (360 crianças) são das comunidades (favelas) e as demais das periferias em geral.
Em conversa com o secretário de habitação, Sr. Isaias, disse que existem vinte favelas na cidade, além de mais cinco nos distritos e que há um levantamento sobre os moradores, sendo 1.200 famílias com cerca de 5.000 pessoas.
Estive recentemente em conversa com os moradores de algumas comunidades e disseram q antigo ex-prefeito (adivinha? Acertou!) foi quem autorizou construir os "ranchinhos" em locais públicos e de risco.
"O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto, mas o sábio dá ouvidos aos conselhos." Provérbios 12:15.
Segundo o arquiteto Isaias Marroni, a dificuldade em se construir casa adequada e em local seguro a essas famílias está no fato delas não terem condições de apresentar documentação que comprove trabalho fixo, já que a Caixa Econômica Federal não liberaria financiamento nestas condições. Uma das soluções, segundo ele, seria ajudar as comunidades criarem associações voltadas ao trabalho para geração de renda. O governo federal criou o projeto "minha casa, minha vida", mas q está em dificuldade de sair do papel pelo motivo da comprovação de renda.
Segundo o arquiteto Isaias, o processo de favelamento é o reflexo do crescimento exagerado das cidades, com origem desde 1950, quando houve aumento da taxa da urbanização em relação ao crescimento rural devido ao processo da industrialização, q ocorreu a partir de 1930. Na década de 1964, com a revolução, o governo tentou minimizar criando uma entidade específica pra tratar do caso, mas não surtiu tanto efeito. Eu, como professor de Geografia e Sociologia cheguei a ensinar aos alunos sobre este processo desordenado de crescimento das cidades brasileiras, cujo tema está no plano curricular de geografia do ensino médio para o 1º bimestre de 2010.
Em Marília o processo de favelização teve impulso na década de 1980.
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Quando morei com o meu pai em Poços de Caldas MG, ensinou-me o que é residir em periferia, inclusive quando estávamos construindo a casinha existiam tb 4 casas em reforma, hoje o local é um bairro formado e civilizado. Nem lhes conto as "mágicas" q ali aconteceram para poder civilizar com benção. Amém!
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Área vermelha: os pioneiros (+- 1989/90). Área verde: bairro hoje. Área azul: aeroporto já existia.
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Em Poços de Caldas MG, Bairro Jardim do Contorno, saída para Andradas MG. Neste país deveria existir uma homenagem aos pioneiros de todos os setores da sociedade.
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